terça-feira, 28 de outubro de 2008

Kassab e Paes ganham, Brasil perde...

Bem, acabaram as eleições municipais...



Acho que a melhor notícia de toda essa história foi que junto com a panfletagem, a hipocrisia política e tudo mais, foi-se embora o horário político. É óbvio que temos que ter um espaço na televisão para os políticos, mas enquanto o sistema do horário eleitoral for oportunista, hipócrita, mercadológico e acima de tudo, irritante, o povo jamais se interessará em acompanhá-lo. No fundo o que deveria ser o tempo e espaço para a análise dos candidatos, acaba sendo a meia-hora mais irritante do brasileiro que quer assistir em paz à televisão.



Em São Paulo, o atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM) conseguiu se reeleger, no 2° Turno, vencendo a petista Marta Suplicy por mais de 1 Milhão de Votos. Marcelo Tas, em entrevista ao site http://www.brainstorm9.com.br/ disse que foi impressionante como seu ex-colega de faculdade, se transformar tão rapidamente de um prefeito carrancudo que mal sabia se expressar em um "gordinho folgado e serelepe". Ok, os principais concorrentes de Kassab não eram grande coisa (Marta, Alckmin e Maluf), no entanto temos de dar razão à petista quando ela diz que "o Democratas (ex-PFL) é o partido dos coronéis nordestinos, ACM, Sarney. É o partido do retrocesso". Reelegemos um prefeito que agrediu insanamente um homem que criticava o pífio sistema de saúde.


Por outro lado, até podemos "entender" a reeleição de Kassab, uma vez que, Gilberto Dimenstein, jornalista da Folha de S. Paulo, afirma em sua coluna do dia 7/10 que "Segundo o Datafolha: 55% dos paulistanos são da classe C; 34%, A/B. E apenas 11%, são das classes D/E. Temos, então, cerca de 89% que se sentem ou efetivamente são classe média." Logo, vemos que o pensamento de mudança não está entre os maiores planos dos paulistanos. Pelo menos Kassab é mais realista, mais administrativos e não rola em prerrogativas utópicas e promessas insensatas de Marta. Mas é bom que a terra da garoa não espere milagres.


Já no Rio de Janeiro, a situação é certamente mais preocupante. O hipócrita Eduardo Paes (PMDB) ganhou do intelectual Gabeira (PV) por pouco mais de 50 mil votos. Paes, antigo crítico ferrenho de Lula, vinculou, nessas eleições, sua imagem à do presidente. O peemedebista fez acusações covardes de Gabeira nas igrejas da cidade. Gabeira representava a mundança, o novo, a quebra de um status quo de bandidagem e ineficiência.


Arnaldo Jabor, em seu comentário radiofônico da rede CBN do dia 27/10. Ressalta que "1 Milhão de cariocas não foram às urnas." Não é possível que desse milhão, 56 mil não fossem a favor de Fernando Gabeira. A desilusão política é, de certa forma, compreensível, uma vez que vivemos em um mar de lama. No entanto a trajetória do "Verdista" é intocável. Segue abaixo um trecho da coluna do jornalista Ricardo Noblat (26/10):


"A trajetória política de Gabeira é marcada por um extraordinário paradoxo: ele ganha quando perde. Para ser mais preciso: só ganha quando perde.


Perdeu para a ditadura, apesar de tê-la golpeado algumas vezes. Exilou-se. Mas ao cabo venceu porque a ditadura desmoronou e ele pode voltar ao país com fama de herói. Soube aproveitá-la para dar início a uma carreira política convencional. Coleciona quatro mandatos de deputado."


(...)


Link para a íntrega da brilhante coluna: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=135705



Bom, a única coisa que podemos concluir dessa história toda: Pelo menos ACM Neto não se elegeu em Salvador.




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Entrevista - Warley Santana (CQC)

E aí povo, tudo certo?

Essa semana fiquei sabendo que além do jornalista, que está me rendendo todas aquelas dificuldades, teria de entrevistar um humorista para a faculdade. De imediato pensei que teria as mesmas dificuldades.

No entanto, ontem, quinta-feira (16/10), tive a oportunidade de entrevistar o ator e humorista Warley Santana, do CQC, da band, que respondeu aos meus e-mails imediatemente. Warley foi extremamente bem-humorado na entrevista. Como fã incondicional do CQC fiquei feliz de conseguir entrevistá-lo. A entrevista será veiculada na Rádio Mackenzie, acredito eu, na próxima quarta-feira (22/10).

Warley tem 31 anos e já participou de inúmeras propagandas de televisão (Brahma, Vivo, Volskwagen, Fiat, Brastemp....) Além de ter um extenso trabalho no teatro, mais de 20 participações em curta-metragens e estar estrando em longas no filme Rinha (2008, dir: Marcelo Galvão).

Entrevista em áudio:



Vamos à entrevista:

Fergon: Warley, como você chegou ao CQC?

Warley Santana: Foi assim, pintou um convite para fazer um teste no CQC, foram 25 atores. Eu já conhecia o Marco Luque porque eu já trabalhava com a Mara Carvalho (diretora da minha peça), que na época era namorada dele. Ela disse que tinha o meu perfil, aí me chamaram para o teste. Eu conversei com o diretor, contando minhas experiências. Logo depois eu vi o quadro argentino e falei que podia tentar fazer algo parecido. Nisso, a gente criou a personagem em cima daquele quadro. Fizemos alguns pilotos com políticos de verdade, aí parece que ele gostou e vai levar adiante.

Fergon: Você tem um currículo extenso como ator na TV em comerciais (Brahma, Fiat, Vivo), alguns programas como o VidaLoca do Multishow, além do teatro que você fez muito. Agora, está fazendo o assessor de imagem no CQC, como foi essa transição? São trabalhos muito diferentes?

WS: A diferença está na exposição, que é muito maior e também posso ter muito mais liberdade autoral. Você vai para um comercial, por exemplo, com tudo pré-determinado já. Embora tenham algumas situações que é permitido criar, é muito díficil de ocorrer. No caso do CQC, por exemplo, as frases etc. eram coisas que vinham da cabeça, que escrevíamos no caminho, tendo essa liberdade de criação muito legal que o CQC dá. E, ao mesmo tempo, a exposição é muito maior, de forma que meu nome verdadeiro, Warley Santana, esteja sendo muito mais divulgado; por mais que me chamem de Assessor de Imagem, Oitavo etc.

Fergon: E o assédio dos fãs, aumentou muito?

WS: É não é que aumentou, ele (o assédio) antes do CQC praticamente inexistia. Às vezes até encontrava alguém que me reconhecia, mas a pessoa tinha que se esforçar muito para lembrar aonde tinha me visto. Agora, qualquer lugar que eu vou, seja no shopping, restaurante, comprar uma revista, tem alguém que me reconhece. Mas de forma muito saudável, pelo menos para mim é tranquilo. Eu gosto muito de ter esse retorno.

Fergon: É uma aceitação do seu trabalho você diria?

WS: Sim, pode ser uma aceitação. No entato, se chegasse alguém e falasse "olha não gostei muito disso, daquilo etc" seria legal também para ter uma noção do que é o negativo desse reconhecimento, isso dificilmente acontece, mas se acontecesse seria legal também.

Fergon: Você acha que o Assessor de Imagem rompe a fronteira do espectador com o artista, político etc. De certa forma desmascarando-os?

WS: Eu creio que sim. Eu não pensava que existiam tantas pessoas que não sabiam que isso rolava (entrevistas "forjadas). Você pode pensar: "Ah, são pessoas que não têm acesso à informação", não! Pessoas que têm acesso falam "nossa eu não sabia mesmo que era assim". Não imaginavem que era tão simples assim de você chegar sugerir qualquer coisa e a pessoa aceitar sem pesquisar, questionar. Das 19 pessoas que entrevistamos, as 19 caíram.

Fergon: Qual é a entrevista do Assessor que você considera a melhor, que você mais gostou de ter feito?

WS: (Risos) Olha, uma que eu gostei muito foi a da Cida (Ex-BBB) porque foi surreal, eu assisti e falei "isso não aconteceu". O problema foi o tempo, nessa entrevista muitas cenas engraçadas não foram para o ar por opção do editor, na do Agnaldo Timóteo também aconteceu isso. Teve uma hora que entramos na academia onde a Cida faz exercício e as pessoas olharam naturalmente sem nenhum furor, aí eu falei "gente é a Cida, super famosa, eu vo sair na calçada quando ela voltar eu quero que vocês façam festa"; quando eu entrei de novo todo mundo "Aeeeee!". Essa foi uma das cenas mais legais que eu achei e infelizmente não foi pro ar. Em termos de graça, acho que foi o da Cida mesmo, mas em termos de importância foi o do (José) Genoíno, do (Sandro) Mabel. Eu não gosto só de um quadro especificamente, eu gosto de algumas coisas, alguns aspesctos de cada um deles.

Fergon: Você diria que são conceitos diferentes, entre "enganar" um político e um Ex-BBB, por exemplo?

WS: É, são conceitos diferentes, mas ao mesmo tempo não são. Você vê um cara com um alto cargo executivo e cai na mesma piadinha, na mesma pegadinha que o Ex-BBB, que a Miss Brasil. Então, nota-se que são tudo meio que farinha do mesmo saco.

Fergon: Agora para fechar Warley, a família é ou não a célula-mater da sociedade?

WS: (Risos) Eu acredito sim, e também acredito que "Deus é a eletricidade e nós somos as lâmpadas" (risos).

Fergon: Tem alguma peça, algum trabalho que você gostaria de divulgar?

WS: Sim, eu to com uma peça em cartaz que se chama De Corpo Presente, com a direção da Mara Carvalho. Eu to desde de fevereiro com essa peça em cartaz, está bem legal. Fica no Espaço Incenna, na rua Bagé, 308 - Vila Mariana. Nós estamos de Sexta às 21h30, Sábado às 21h00 e Domingo às 19h00. E domingo (19/10) estréia na Mostra de Ninema de SP o filme Rinha, que o Marco Luque atua também e, por incrível que pareça, o papel dele é sério (risos).

É isso aí eu agradeço ao Warley pela entrevista. Abaixo os links de seus trabalhos:

CQC - http://www.band.com.br/cqc/

Rinha, o Filme - http://www.rinhaofilme.com/

Incenna - http://www.escolaincenna.com.br/

Site Oficial - http://www.warleysantana.com.br/

See ya'

Marta ou Kassab?

Sinceramente, não sei qual é o sentido dessa lei eleitoral e desconheço os detalhes dela. Não vou ficar dando opiniões, não por qualquer lei maluca. Mas sim pois realmente não sei em quem votar. Tanto Marta Suplicy como Gilberto Kassab me desagradam, segue um vídeo que eu fiz que é, nada mais nada menos, que uma coletânea de alguns momentos "históricos" de ambos os candidatos. E fiz esse vídeo como cidadão, não como estudante, jornalista, ou qualquer coisa do gênero.



(Créditos do vídeo: Globo News, SPTV - Rede Globo, Roda Viva - TV Cultura e MofoTV)


Que vença o melhor! Se é que há um...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

W. - Oliver Stone

Seguindo a toada do Post Anterior, segue o trailer do mais novo filme do premiado diretor Oliver Stone (Platoon, JFK) - W. - que estréia nessa sexta-feira (17/10) nos cinemas norte-americanos. Por lá, andam dizendo que o filme pode influenciar nas eleições, apesar de Stone garantir que fez o filme com absoluta imparcialidade. O filme não tem data definida de estréia no Brasil, infelizmente.

Trailer retirado do site Youtube:



Link: http://br.youtube.com/watch?v=fevUp9j1DHc

Barack '08

Arnaldo Jabor, comentarista da rádio CBN e do Jornal da Globo, disse em seu comentário radiofônico do dia 03/10 que é "Obama Roxo". Eu também. E, segundo o Ramussen Reports (www.rasmussenreports.com) 50% do eleitorado Ianque também é fã de Barack, superando em 5 pontos percentuais seu rival, o veterano de guerra John McCain, que segue, de forma menos extravagante entretanto, as idéias políticas do texano fanfarrão George W. Bush. O mesmo Jabor, no dia 04/09, disse na televisão que a América "está dividida num peso e num contrapeso: os democratas seriam os que pensam no progresso, no risco do novo. Os Republicanos seguram as bases do país, ancoradas nos fundadores da pátria, Lincoln, por exemplo."

Ao se pensar em W. Bush, com certeza a primeira palavra que lembráriamos seria certamente Guerra. Tudo começou com os aviões do 11 de Setembro, a partir daí todos sabemos: Bin Laden, Paranóia anti-terrorismo, medo, Afeganistão, Iraque, até que chegamos à crise de Wall Street.

Foram bilhões de dólares do contribuinte gastos no Iraque, aliás ainda são gastos. E pior que isso, as milhares de vidas perdidas no deserto, a troco de quê?


A Política econômica pífia do verdadeiro terrorista Bush causou todo esse alvoroço. E não pára por aí: É essa política que John McCain defende! Seus eleitores, americanos patriotas doentios, aplaudem e bradam quando Sarah Palin liga Obama ao terrorismo, desviando o foco da crise mundial.

Já está mais do que na hora do Partido Republicano esquecer o orgulho, o patriotismo neurótico, a pena de morte, o conservadorismo. Não que os democratas sejam a oitava maravilha do mundo, no entanto, a palavra-chave da campanha de Obama já é o suficiente: mudança.


Agora o jeito é esperar o dia 4/11 para sabermos o destino do Tio Sam e, por que não, o nosso também.

(Foto: Revista Rolling Stone, tirada do site - http://henryjenkins.org/rolling_stone_obama.jpg)

God bless us!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Jornalista, eu?

Se você conversar com 100 jornalistas, 99, no mínimo irão dizer que a vida na profissão não é das mais fáceis. No entanto, há algo ainda pior, que é ser estudante de jornalismo metido a Jornalista.

A situação é a seguinte: atualmente curso a matéria Radiojornalismo na faculdade, e como trabalho final preciso entregar uma entrevista com um jornalista, renomado ou não, resolvi optar pela primeira opção.

Posso afirmar certamente que tentei via e-mail, telefone, etc. falar com pelo menos 15 jornalistas famosos, entre os que me lembro: Arnaldo Jabor, Marcelo Tas, Juca Kfouri, Soninha (hoje na politica) e Milton Neves. Somente obtive resposta nos dois últimos. No entanto, não foi possível entrevistar Soninha por problemas de agenda; já Milton Neves, gentilmente, respondeu a todas as minhas mensagens.

Até aí normal. Consegui marcar com Milton para hoje (13/10), às 15h em seu escritório.

Cheguei lá, um pouco adiantado, umas 14h45 e fui prontamente atendido pela recepcionista, muito gentil por sinal. Contudo, quando ela contatou o secretário de Milton, logo fez uma cara não muito animadora ao anunciar minha chegada. Me pediu desculpas pela inconveniência e me disse que Milton tinha ido às pressas fazer uma gravação. Pessoalmente, não me senti ofendido nem nada, afinal, é o Milton Neves, não o Zé da esquina.

Pensando um pouco na volta, tentei me colocar no lugar deles, cheguei a conclusão que a maioria de seus pensamentos deve ser:

"Estudante de Jornalismo? Eu tenho mais o que fazer!"
"Estou muito ocupado ultimamente, infelizmente não será possível."
"Rádio o que?! Não conheço"
"Bom, se eu não responder, não tenho muito a perder, afinal é apenas um estudante e uma rádio universitária"

E o pior: eu não tiro a razão deles!! Óbvio que não estou desmerecendo qualquer trabalho jornalístico das universidades, aliás acho que ele é desvalorizado pelos próprios estudantes, No entanto, ao se olhar o ponto de vista dos Jornalistas...

Com certeza é uma profissão estressante, e cada um tem suas prioridades ou a sua conduta própria. Espero um dia ser requisitado por estudantes, mas eu me pergunto: Será que eu serei acessível?

Bom, o jeito é insistir no glorioso Milton Neves e Soninha, que foram os únicos a me dar atenção. Em breve novidades....


-------------------------------------(Foto: Ofuxico.com.br)------------------------------------------------

See Ya'

domingo, 12 de outubro de 2008

Casa do Zezinho - Vídeo

Como continuação do post anterior, segue o vídeo feito pela agência AlmapBBDO sobre a ONG - Casa do Zezinho.






Até a próxima! Se tudo correr bem, em breve teremos uma entrevista exclusiva com Milton Neves

Um bom começo...

E aí povo, como vamos?

Estava aqui pensando como poderia começar este humilde blog com o pé direito.

Nisso, vasculhando minhas coisas, vi o perfil que fiz para o jornal-laboratório Acontece sobre a pedagoga e minha chefe, Dagmar Garroux ou melhor: Tia Dag

Seu trabalho, visto sua qualidade, já foi muito divulgado na mídia. A Ong que ela preside, a Casa do Zezinho, situada na região do Parque Sto. Antônio, zona sul de São Paulo, é um verdadeiro exemplo de dedicação e humanidade. E digo isso pois trabalhei um bom tempo lá.

Segue a entrevista de Setembro de 2007:

Mãe da Esperança


Dagmar Garroux, a mulher que há três décadas dedica sua vida às crianças abandonadas pelo seu próprio país.


Por: Felipe Fernandes


Tia Dag, é assim que a pedagoga de 53 anos, Dagmar Garroux, é conhecida e faz questão de ser chamada. Há mais de 30 anos na área de educação, Tia Dag tem uma vasta história de lutas e conquistas; começou abrigando crianças marcadas para morrer na época da ditadura e hoje é presidente da ONG Casa do Zezinho, que auxilia mais de 1.800 crianças na região da cidade de São Paulo conhecida como o triângulo da morte.
Desde os 14 anos, quando ajudava a mãe empresária a cuidar de mendigos feridos no fundo de sua casa, Dagmar promove a luta contra a miséria e contra o não-acesso à educação: “Era um sonho antigo de uma bondade da educação, que pudesse haver uma transformação nesse país. Eu sonhava, na época, com uma educação de qualidade, que realmente escutasse os pobres, as pessoas que moravam na periferia; uma educação democrática” – diz ela. Essa ideologia sempre pôde ser claramente vista na atuação dos educadores da Casa do Zezinho, sempre buscando ajudar os jovens a buscar seus sonhos, cobrando sempre caráter e honestidade para que possam buscar uma identidade.
Hoje a CZ, abreviação utilizada por todos na casa, conta com uma completa e variada equipe de educadores, muitos os quais são ‘ex-zezinhos’, ou seja, quando mais novos eram parte das crianças e jovens assistidos pela ONG. Lá, os Zezinhos podem desfrutar de aulas de pintura, capoeira, dança, coral, percussão, musica clássica, padaria, mosaico, esportes, informática, entre outros.
A estrutura de 2900m², a Casa do Zezinho conta com diversas salas de aprendizado, entre elas ateliês de arte, padaria, sala de informática, estúdio de som e um recém-inaugurado galpão, além de enfermaria e sala de odontologia, tudo sempre muito bem equipado para que se possa cuidar dos zezinhos e seus familiares. Tantas opções para os jovens renderam à CZ o apelido de “O Sol do parque Sto. Antônio”.
Contudo, a vida da Casa do Zezinho não é, e nunca foi das mais fáceis. Sempre querendo crescer, é muito difícil arrumar patrocínios e doações para a casa, visto a desconfiança, burocracia e, também, tentativas de politicagem das empresas para com as ONG’s, o que na CZ, comprovadamente não acontece. “Não estou à venda” – Afirma Dagmar, convicta.
Nisso, Tia Dag já pode perceber resultados notáveis nesses quase 15 anos de Casa do Zezinho (foi fundada em abril de 1993), muitos de seus primeiros Zezinhos já estão formados, com trabalhos dignos e constituindo famílias, além do imenso crescimento no número de crianças e jovens beneficiados – “Começamos com seis hoje temos mais de 1800” – diz ela, orgulhosa.
Dagmar tem uma rotina pesada, entretanto trabalho parece nunca ser demais para ela. Quase sempre fica das 7h da manhã até 9h, 10h da noite na Casa do Zezinho e, quando não está lá, ajuda seu marido, o artista plástico Saulo Garroux, a cuidar de Dona Julieta, sua sogra de 96 anos ou ajudando seu filho Téio e sua nora Caroline a cuidar de sua neta, Valentina, que não tem nem um ano de idade.
Na realidade, até em suas férias Tia Dag não pára de trabalhar: Em uma viagem às montanhas de S.Francisco Xavier, no estado de São Paulo, percebera que não havia bibliotecas naquela cidade, nisso Dagmar arregaçou as mangas e tomou providências para que houvesse uma, como hoje há, de fato.
Seja dando aulas de cerâmica, seja abrigando jovens em sua casa, seja cuidando da sogra ou da neta, Tia Dag gosta do que faz e é, certamente, um exemplo de integridade, seriedade e perseverança para as Ongs tão estereotipadas pela população.




Bom, por hoje é isso, espero que tenham gostado
Em breve novas entrevistas.