
Opa, estreando o novo nome do blog já com a crítica/recomendação do filme mais indicado ao Oscar 2009. O Curioso Caso de Benjamim Button (The Curious Case of Benjamim Button, 2008, Dir: David Fincher, 167min) foi merecidamente indicado em 13 categorias, incluindo melhor filme, melhor ator e melhor diretor. Como todos sabem, o filme narra a história de um homem que, ao invés de envelhecer, rejuvenesce. É uma verdadeira aula de como se faz um filme profundo, inteligente, reflexivo e além de tudo belo cinematograficamente. Tudo está no lugar, correspondendo às expectativas de um novo clássico. Brad Pitt (Benjamim Button) e Cate Blanchett (Daisy) estão em sua boa forma. Fincher como sempre fantástico, não decepciona. Vale a pena, apesar da longa duração não se consegue desgrudar os olhos da tela esperando os próximos passos do homem que fica mais novo. Um olhar profundo sobre a história, a vida, o amor, a velhice. O filme começa no fim da 1ª guerra e propõe a partir desse período, uma reflexão histórica a partir dos olhos de uma pessoa diferente. É uma espécie de Forrest Gump às avessas.
Enfim, temos uma história de fantasia sem um pingo de pieguice, talvez M. Night Shyamalan precise assistir umas 3 vezes essa obra-prima para se inspirar e voltar à velha forma.
- A PARTIR DAQUI, TEREMOS SPOILERS, SE NÃO QUISER SABER DETALHES DO FILME NÃO CONTINUE -
Ao nascer, o pai biológico (Jason Flemyng) do bebê Benjamim, ao ver seu filho recém-nascido órfão de mãe (morre no parto) e com aparência bizarra de um homem de 90 anos, decide abandoná-lo na escadaria e uma casa de repouso para pessoas idosas. Ben é achado por Queenie (Taraji P. Henson), uma mulher atenciosa, que decide cuidar da "criança-velha".
"Eu tenho 7 anos. Mas eu pareço mais velho..."
Algum tempo depois, podemos ver a infância de Benjamim, com sua aparência rondando os 80 anos e enfrentando as dificuldades físicas da "idade", Ninguém tem condições de prever o que acontecerá com Benjamim, teoricamente uma criança com estado de saúde de um vetusto. Nisso podemos ver uma criança com seu espírito aprisionado num corpo limitado em meio aos velhos que querem apenas passar seus últimos dias em paz no asilo que Queenie cuida. É estranhamente cômico ver um velinho brincando de bonecos em meio a ranzinzas idosos.
Nesse mesmo tempo, Ben conhece a criança Daisy, que vem visitar a avó nos fins de semana. Começa aí uma grande amizade, obviamente incompreendida e autoritariamente repreendida. O tempo passa, velhos vêm, velhos vão. E Benjamim, contra todas as expectativas médicas, vai sobrevivendo, crescendo e paradoxalmente ficando mais jovem.
A partir daí, começa a verdadeira jornada de Benjamim Button. Ao começar a compreender suas diferenças, ele tenta de tudo para buscar a vida independentemente da idade de seu corpo. Nisso, vemos os argumentos do filme pulsarem com toda a força. A medida que Ben cresce (moralmente), há afrontas inteligentíssimas ao conceito de maturidade, responsabilidade, liberdade. É uma jornada de auto-conhecimento da alma. Apesar da toada melancolica, a obra se torna um ótimo instrumento de motivação.
Resumindo, vale o ingresso, a pipoca, o refrigerante e principalmente as quase 3h de envelheceimento na sala. 9/10
Até Mais!
(Foto: CinePop)
Enfim, temos uma história de fantasia sem um pingo de pieguice, talvez M. Night Shyamalan precise assistir umas 3 vezes essa obra-prima para se inspirar e voltar à velha forma.
- A PARTIR DAQUI, TEREMOS SPOILERS, SE NÃO QUISER SABER DETALHES DO FILME NÃO CONTINUE -
Ao nascer, o pai biológico (Jason Flemyng) do bebê Benjamim, ao ver seu filho recém-nascido órfão de mãe (morre no parto) e com aparência bizarra de um homem de 90 anos, decide abandoná-lo na escadaria e uma casa de repouso para pessoas idosas. Ben é achado por Queenie (Taraji P. Henson), uma mulher atenciosa, que decide cuidar da "criança-velha".
"Eu tenho 7 anos. Mas eu pareço mais velho..."
Algum tempo depois, podemos ver a infância de Benjamim, com sua aparência rondando os 80 anos e enfrentando as dificuldades físicas da "idade", Ninguém tem condições de prever o que acontecerá com Benjamim, teoricamente uma criança com estado de saúde de um vetusto. Nisso podemos ver uma criança com seu espírito aprisionado num corpo limitado em meio aos velhos que querem apenas passar seus últimos dias em paz no asilo que Queenie cuida. É estranhamente cômico ver um velinho brincando de bonecos em meio a ranzinzas idosos.
Nesse mesmo tempo, Ben conhece a criança Daisy, que vem visitar a avó nos fins de semana. Começa aí uma grande amizade, obviamente incompreendida e autoritariamente repreendida. O tempo passa, velhos vêm, velhos vão. E Benjamim, contra todas as expectativas médicas, vai sobrevivendo, crescendo e paradoxalmente ficando mais jovem.
A partir daí, começa a verdadeira jornada de Benjamim Button. Ao começar a compreender suas diferenças, ele tenta de tudo para buscar a vida independentemente da idade de seu corpo. Nisso, vemos os argumentos do filme pulsarem com toda a força. A medida que Ben cresce (moralmente), há afrontas inteligentíssimas ao conceito de maturidade, responsabilidade, liberdade. É uma jornada de auto-conhecimento da alma. Apesar da toada melancolica, a obra se torna um ótimo instrumento de motivação.
Resumindo, vale o ingresso, a pipoca, o refrigerante e principalmente as quase 3h de envelheceimento na sala. 9/10
Até Mais!
(Foto: CinePop)

